
Foto: Alvaro Mutay
Critério - Eduarda Fadini
Por que me aprisiono entre portas estreitas?
Por que a permanência inerte nos umbrais sombrios?
Por onde entra a luz difusa que me iluminas as idéias?
Por onde penetra esse odor?
Entre rotas de fuga, mapas, ações sem critério
Arrombo portas, cadeados, cadeias
Fujo de mim mesma no espelho
E já não há luz que chegue
Perdendo tempo
Perdendo o medo
Perdendo o sono
Perdendo mais
Nunca haverá tempo que baste
Nunca haverá fome demais
Nunca haverá flores no outono
Nunca haverá nunca mais
Eu tracei a rota dos meus passos
Antes do tempo que conheço
Sei de mim até o fim dos cabelos
E não descobri nada de mais
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